4 de jul de 2011

Os engenheiros da Ford Europa desenvolveram um banco de carro capaz de monitorar o batimento cardíaco do motorista, abrindo novas possibilidades para salvar vidas e também para o bem-estar e conveniência a bordo. O sistema, desenvolvido pelo Centro Europeu de Pesquisa e Inovação da Ford em Aachen, na Alemanha, junto com o centro técnico da Universidade de Aachen, usa seis sensores especiais embutidos no banco para detectar os impulsos elétricos do coração.

"Embora ainda seja um projeto de pesquisa experimental, a tecnologia de monitoramento cardíaco a bordo pode se tornar no futuro um avanço muito importante para os motoristas dos carros da Ford, e não apenas para aqueles que sabem estar sob risco", diz Achim Lindner, médico do Centro Europeu de Pesquisa e Inovação da Ford. "Como sempre acontece na medicina, quanto mais cedo uma condição é detectada, mais fácil é o tratamento. Essa tecnologia também pode ser útil para diagnosticar distúrbios que os motoristas nem sabem que existem."

Os dados registrados pelos sensores podem ser analisados por especialistas ou por programas do próprio computador de bordo. Suas possibilidades são amplas, desde a ligação remota com centros médicos e sistemas de segurança do veículo até o fornecimento de alertas em tempo real de ataque cardíaco.

No coração da pesquisa

O banco com monitoramento cardíaco é a solução mais recente dentro das pesquisas desenvolvidas pela Ford para ajudar pessoas com doenças crônicas ou disfunções a controlar sua saúde no trânsito.

A Ford anunciou também que está usando a capacidade do Ford SYNC de se conectar via Bluetooth com dispositivos, serviços de internet em nuvem e smartphones para desenvolver o primeiro sistema da indústria de aparelhos médicos embarcados com controle de voz. Suas aplicações incluem desde a medição da taxa de glicose de diabéticos e controle da asma até alertas de alergia com base em bancos de dados na web.

"O banco com monitoramento cardíaco poderia beneficiar, inicialmente, os motoristas sob condições de risco e também os idosos, faixa da população que vem crescendo em todo o mundo, para favorecer tanto a saúde como a segurança no trânsito", diz Steffen Leonhardt, professor da Universidade de Aachen, um dos participantes da pesquisa.

Segundo ele, o carro é uma "escolha óbvia, um lugar onde as pessoas passam longos períodos sentadas em uma posição relativamente tranquila, o ambiente ideal para a medição da atividade cardíaca".

Testes iniciais

O sistema tem seis sensores instalados no encosto do banco. Seus eletrodos foram projetados especialmente, com materiais capazes de captar os sinais eletrônicos do coração através da roupa, sem contato com a pele. "Ainda estamos refinando a sua calibração para trabalhar com alguns materiais. Alguns tipos de tecidos sintéticos e lã podem causar interferências elétricas, mas já conseguimos um sinal forte com dez camadas de algodão", completa o pesquisador.

Os testes de rodagem mostraram que o sistema é capaz de realizar medições altamente precisas em 98% do tempo que o motorista está dirigindo, já no estágio inicial de desenvolvimento.

Fonte Ford
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